Para quem é
O Corre Grafeno 3 é para o corredor neutro, até cerca de 85 kg, que quer um tênis versátil para treino de ritmo, tiro, quality run e prova — pagando preço nacional. É um super trainer de verdade: tem placa, tem propulsão e aguenta acelerar. Não é para quem pesa mais que isso, para pronador acentuado, nem para quem busca um super trainer macio de rodagem — a pisada aqui é firme e direta.
Amortecimento
Adequado para a proposta, com viés firme. A Eleva 2.0 protege bem em treino de ritmo e em provas até a meia-maratona, mas não é uma espuma "fofa" — em rodagem lenta você sente mais o solo do que num daily trainer de conforto. Para um super trainer, a dose está certa: proteção suficiente sem abrir mão da resposta.
Retorno de energia e resposta
Ponto forte. A Eleva 2.0 é responsiva e trabalha junto com a placa: a passada devolve o impulso em vez de "morrer". Não tem a explosão de um PEBA de competição, mas entrega o retorno que se espera da categoria — e mais do que a faixa de preço costuma dar.
Transição, placa e propulsão
O coração do tênis. A placa de grafeno agora é full-length, com 1,8 mm de espessura — cobre todo o comprimento do calçado e gera rigidez longitudinal com "efeito trampolim". Na prática: a passada rola para a frente com empurrão real, não só com condução. É o critério em que o Grafeno 3 se aproxima de super shoes bem mais caros.
Estabilidade e pisada
Boa, dentro do que a firmeza permite. A placa full-length adiciona rigidez à torção e a espuma firme não cede lateralmente — o conjunto é estável para pisada neutra e corredor dentro da faixa de peso. Base um pouco estreita: pronador acentuado ou corredor pesado devem olhar outra categoria.
Cabedal, ajuste e respirabilidade
Destaque. O Oxitec 3.0 é uma malha ultrafina de trama aberta que ventila muito e ainda drena água — ótimo para calor e chuva. Travamento firme no médio-pé, calcanhar seguro, fôrma fiel ao tamanho. Pouco a criticar.
Durabilidade
Outro ponto alto. O composto de grafeno no solado (linha Gripper) resiste bem à abrasão, e a Eleva 2.0 firme não perde resposta tão rápido quanto as supercríticas macias. É um super trainer que se propõe a durar a temporada de treinos — e o solado sustenta isso.
No mercado brasileiro
A Olympikus vende o Corre Grafeno como o primeiro tênis de corrida do mundo com placa de grafeno — um trunfo de marketing que a marca explora bastante e que rende presença constante nos canais de review de corredor brasileiro. No país, ele ocupa o espaço de quem quer placa e propulsão sem pagar preço de importado. A paleta segue a identidade de performance da linha (preto, branco, azul, com detalhes em tons vivos), e a Olympikus renova as cores do Grafeno 3 junto com as do Corre 4 e do Corre Supra 2 a cada estação.
Veredito
Compre o Corre Grafeno 3 se você é corredor neutro até ~85 kg e quer um super trainer com placa, propulsão e durabilidade pagando preço nacional — é o melhor da categoria feito no Brasil hoje, e encara importados que custam o dobro. Evite se procura maciez em rodagem, se está fora da faixa de peso/pisada indicada, ou se o objetivo é o melhor tempo possível numa prova curta: aí a placa de carbono de um super shoe ainda faz diferença.
Prós e contras
Prós
- Placa de grafeno full-length (1,8 mm): propulsão e 'efeito trampolim' reais — a passada ganha empurrão, não só rigidez.
- Eleva 2.0 mais responsiva e firme: entrega retorno de energia de super trainer sem afundar.
- Solado com composto de grafeno: aderência e durabilidade acima da média — aguenta a quilometragem de treino.
- Preço: um super trainer com placa por menos que a metade de importados equivalentes.
Contras
- Pisada firme: quem procura um super trainer macio e fofo vai achar duro, sobretudo em rodagem lenta.
- Indicado para corredor até ~85 kg e pisada neutra: fora disso, a base firme e estreita cobra.
- Não é super shoe de carbono: em ritmo de prova curta, um modelo com placa de carbono ainda abre distância.

