Para quem é
O Neo Vista 2 é para o corredor de pisada neutra que quer um super trainer com espuma PEBA mas sem o compromisso de uma placa de carbono: rodagem animada, longão, tempo run e provas até 21 km, tudo no mesmo par. É uma boa "ponte" para quem tem curiosidade sobre super shoes mas não quer a rigidez de um racer. Não é para quem precisa de estabilidade, para corredor pesado, nem para dia regenerativo puro.
Amortecimento
Muito bom. São 42/34 mm de Enerzy NXT, uma espuma PEBA macia mas com corpo, que protege bem em longões de 20–25 km sem virar mingau. O stack alto perdoa forma cansada. Fica entre o "plush" de um Nimbus e o "firme e rápido" de um Boston.
Retorno de energia e resposta
O motivo de comprar. A Enerzy NXT é a melhor espuma da Mizuno em retorno de energia — dá uma sensação elástica, quase de trampolim, que os outros modelos da marca não têm. Por ser PEBA, mantém boa parte da resposta mesmo no frio.
Transição, placa e propulsão
Sem placa, e essa é a proposta: a rolagem vem do rocker + da espuma bouncy, sem a lâmina rígida que força uma cadência específica. O resultado é uma transição animada e forgiving — mais fácil de usar no dia a dia que um super shoe, um pouco menos eficiente em ritmo de prova.
Estabilidade e pisada
Ponto de atenção. Stack alto + PEBA macia = alguma instabilidade em curvas e quando a forma piora. Para pisada neutra com boa técnica não incomoda; pronação ou preferência por base firme deve procurar outra coisa.
Cabedal, ajuste e respirabilidade
Cabedal seguro no padrão Mizuno, com bom travamento e ventilação adequada. Fiel ao tamanho. O acabamento é premium, à altura do preço.
Durabilidade
Boa para um super trainer. A cobertura de borracha do solado é razoável e a Enerzy NXT resiste melhor que EVAs supercríticas — 450–600 km de resposta boa é realista.
O que mudou na versão mais nova
O sucessor direto é o Mizuno Neo Vista 3. O 3 ataca justamente o ponto fraco do 2: a Mizuno engrossou em ~5 mm a base de EVA sob a Enerzy NXT e retrabalhou a geometria, e o resultado é uma plataforma bem mais estável e previsível em curva e com a forma cansada. A pisada continua alta e macia — o "marshmallow" da Enerzy NXT segue lá —, mas agora mais controlada e melhor cronometrada na transição. Em troca, o 3 ficou um pouco mais pesado e mantém o preço no teto da Mizuno. O Neo Vista 2 segue uma boa compra em promoção para quem não se incomoda com o stack menos amarrado.
No mercado brasileiro
O Neo Vista 2 é a geração anterior do super trainer PEBA da Mizuno — mesmo perfil e público de nicho, com preço de promoção agora que o 3 chegou. Poucas cores, sem edição especial.
Veredito
Compre o Neo Vista 2 se você quer a experiência de uma espuma PEBA no dia a dia, sem placa, e não se importa de pagar caro pela marca — é versátil e divertido. Evite se precisa de estabilidade, se é pesado, ou se o orçamento é apertado (o Corre 5 não compete, mas o Evo SL entrega proposta parecida por bem menos). Para provas sérias, um racer de carbono ainda é mais eficiente.
Prós e contras
Prós
- Enerzy NXT (PEBA): o retorno de energia mais alto que a Mizuno já colocou num tênis de treino.
- Sem placa — a rolagem é bouncy e forgiving, boa para quem não se dá bem com carbono.
- Versátil: rodagem animada, longão e tempo run no mesmo par.
Contras
- Stack alto de PEBA macia gera alguma instabilidade em curva e ritmo lento cansado.
- Peso na média-alta para um super trainer (~270 g).
- Preço elevado para o padrão Mizuno — concorre com super trainers importados.

