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CorridaTênis de rua

Nike Structure 25: a redesenhada que trocou o poste por parede de meio-pé

O 25 abandonou o poste medial e passou a apoiar o arco com uma parede lateral rígida no meio-pé, sobre Cushlon 3.0. Ficou mais moderno e menos travado que o 24 — mas o arco proeminente incomoda parte dos corredores, e a passada ainda é firme.

Por Redação Performa Fitness · Atualizado em 09 de setembro de 2026

Já existe uma geração mais nova: Nike Structure 26. A seção “O que mudou na versão mais nova” compara as duas de forma honesta.
Nike Air Zoom Structure 25
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Nota 7.0 de 108 critérios

Faixa de preço

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Ficha técnica

Lançamento
2022
Categoria
Estabilidade
Pisada
Estabilidade (controle de pronação)
Drop
10 mm
Stack calcanhar / antepé
37 / 27 mm
Peso (tam. de referência)
303 g
Placa
Sem placa
Espuma
Cushlon 3.0 + contenção de meio-pé + Zoom Air no antepé

Valores objetivos, sem nota. Peso e stack podem variar por tamanho e lote — confira a ficha oficial da marca para o seu número.

Para quem é

O Structure 25 é para quem tem pronação leve a moderada e quer suporte sem a rigidez de um poste medial. Rodagem diária, corredor que quer segurança na passada mas achava o 24 travado demais. Não é para pronação severa (o suporte pode ser insuficiente), nem para quem tem o arco sensível a volume embaixo do pé.

Amortecimento

Melhorou frente ao 24. Mais stack e a Cushlon 3.0 dão proteção adequada para rodagens de até ~18 km. Continua firme — é um tênis de estabilidade —, mas menos duro que a geração anterior.

Retorno de energia e resposta

Baixo. A Cushlon 3.0 absorve bem e devolve pouco, e o Zoom Air do antepé é pontual. A passada é sólida e sem brilho — normal para a proposta, mas abaixo do que espumas modernas entregam.

Transição, placa e propulsão

Sem placa. A geometria mais moderna do 25 faz a passada rolar melhor que no 24 — a transição é mais contínua e menos trabalhosa. Não há propulsão, mas a experiência é mais fluida.

Estabilidade e pisada

Boa, com um "porém". A parede rígida no meio-pé apoia o arco no momento em que ele colapsa, sem prender a passada o tempo todo — mais inteligente que o poste do 24. O efeito colateral é o arco proeminente, que parte dos corredores sente como um caroço incômodo. Pronação severa pode achar pouco.

Cabedal, ajuste e respirabilidade

Cabedal seguro, com bom travamento no médio-pé e calcanhar. Ventilação ok. Fôrma fiel ao tamanho. Nada de especial, nada problemático — além da relação com o arco, que é questão de anatomia de cada pé.

Durabilidade

Boa. Cushlon 3.0 e solado resistem bem — não é o tanque que era o 24, mas aguenta a quilometragem de um daily de estabilidade sem perder resposta cedo.

O que mudou na versão mais nova

O sucessor direto é o Nike Structure 26, outra redesenhada. A entressola passou a usar ReactX (mais retorno e mais durável que a Cushlon 3.0), a base ficou mais larga e a contenção de meio-pé foi suavizada — o arco proeminente que incomodava no 25 fica menos pronunciado. O 26 é mais confortável e mais estável de forma "natural"; o 25 só leva vantagem em preço de promoção. Para pronação leve a moderada, o 26 é o upgrade lógico.

No mercado brasileiro

O Structure 25 é a geração "React" da linha de estabilidade da Nike. É um modelo de nicho no Brasil (pisada pronada é minoria, e o corredor pronador costuma preferir o Asics Kayano), com disponibilidade limitada e presença forte em outlet. Duas a três cores, neutras, sem edição especial.

Veredito

Compre o Structure 25 se você quer suporte de meio-pé sem poste medial pagando preço de geração anterior, e o arco proeminente não te incomoda (experimente antes). Evite se busca retorno de energia, se seu arco é sensível, ou se a pronação é severa — nesses casos, olhe o Structure 26 ou um tênis de estabilidade com espuma mais moderna.

Prós e contras

Prós

  • Estabilidade sem poste: a parede de meio-pé apoia o arco quando ele colapsa, sem travar a passada o tempo todo.
  • Geometria mais moderna que o 24 — a transição rola melhor e a passada é menos dura.
  • Cushlon 3.0 com mais stack: proteção de impacto melhor que na geração anterior.

Contras

  • Arco proeminente: parte dos corredores sente a contenção de meio-pé como um volume incômodo sob o pé.
  • Retorno de energia ainda baixo — Cushlon 3.0 protege, mas não devolve.
  • Preço alto para um tênis de estabilidade que continua firme e sem espuma de ponta.

Nota Performa

Média ponderada de 8 critérios

Nota 7.0 de 10
Amortecimento7.0
Retorno de energia5.5
Transição e propulsão7.0
Estabilidade7.5
Respirabilidade7.0
Ajuste e conforto7.0
Durabilidade7.5
Custo-benefício6.5

Pesos ajustados à proposta: Estabilidade. Um tênis é julgado sobretudo naquilo que ele se propõe a entregar — como funciona.

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